Há 13 anos esse Blog vem se dedicando a trazer informações sobre Criação e Manejo de ASF (Abelhas Sem Ferrão) e outros assuntos sobre Meio Ambiente!
Desde: 2012 - Por: Daniel Marostegan
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Borá (Tetragona Quadrangula)
Borá (Tetragona Quadrangula), Conhecida popularmente por Jataizão, Vorá ou Cola-Cola.
Diz a lenda que: Borá significa substância amarela e amargosa encontrada nos cortiços dessa abelha, possivelmente por se notar grande quantidade de saburá (pólen) que elas armazenam em seus ninhos.
Abelha da família dos Meliponídeos, seu nome original vem do Tupi: Heborá ( que traduzindo quer dizer: O que há de ter mel). No Estado de São Paulo ainda é possível encontrá-las em algumas regiões. Nidifica em ocos de árvores, de preferência vivas. Na região do Rio Xíngu e Suiámissu encontrei grande quantidade de ninhos em Pequizeiros ( Pequi).
As colônias são bastante populosas, muito agressivas, depositam própolis sobre as pessoas que examinam os seus ninhos, isto quando suas colmeias são abertas. Apesar disso, algum tempo depois, digamos 20 ou 30 minutos é possível trabalhar com elas sem véu.
Para a divisão de uma colônia de Borá, devemos escolher famílias fortes, e que tenham grande quantidade de alimento estocado. Apesar de serem agressivas são muito atacadas por forídeos.
domingo, 14 de maio de 2017
Alimentação suplementar para abelhas sem ferrão
Períodos se escassez de alimento são muito comuns, sendo a alimentação artificial de colônias com substâncias energéticas e/ou proteicas a forma de suprir a falta de néctar e pólen. As vantagens dessa forma de alimentação são muitas (rapidez na absorção do produto, facilidade de preparo, baixo custo, ótima aceitação pelas abelhas).

O Alimento preparado a partir de gelatina comercial, onde são misturados o açúcar, mel, água, fonte protéica e essência.
Ingredientes de preparo:
- 500 ml água
- 400 g de açúcar (Preferencialmente o demerara)
- 1 colher de sobremesa de mel (ASF ou Apis)
- 1 colher de chá de pó de pólen (ASF ou APIS)
- 1 pacotinho de gelatina de 12 g (Sem cor e sem sabor)
- 3 folhas de erva cidreira
Preparo:
Chá
- Adicionar em vasilha, 400 g de açúcar + 3 folhas de erva cidreira + 500 ml de água.
- Levar ao fogo até ferver (manter sob fervura durante 3 minutos)
- Deixar esfriar, retirar as folhas e guardar o líquido
Preparo da gelatina
Dissolver a gelatina aos pucos em 4 colheres de água em um copo, misturar até ficar uniforme e deixar em repouso
Mistura do Chá com a Gelatina
Quando o chá resfriar, adicionar 1 colher de pó de pólen + 1 colher de sobremesa de mel + a gelatina e misturar tudo deixando uniforme.
Conservação
Levar toda a mistura para geladeira. Após 12 horas pode ser servida as abelhas (adquire consistência gelatinosa).
Em recipiente fechado na geladeira, se conserva por até 30 dias. Não eixar fora da geladeira.
Servindo as Abelhas
Servir para as abelhas na parte interna da caixa, cerca de 2 a 3 vezes por semana.
Fonte:
Matéria retirada do site apacame
Referências:
VILLAS-BOAS, J.Manial tecnológico: abelhas sem ferrão. Braília,DF: Instituto sociedade, População e Natureza (ISPN), 2012. 96 p.(Série Manual Tecnológico).
CARVALHO,C.A.L. de; ALVES, R.M. de O.;SOUZA,B. de A. Criação de abelhas sem ferrão: aspectos práticos.1.ed.Salvador-BA:SEAGRI-BA,2003. 42 p.
sábado, 22 de abril de 2017
Amor Agarradinho (Antigonon leptopus)
O amor-agarradinho tem efeito surpreendente, suas flores delicadas em formato de coração criam uma atmosfera romântica e atraem muitas abelhas. As inflorescências são compostas de muitas flores rosas ou brancas, dependendo da variedade, e se formam durante a primavera e o verão. É semilenhosa, mas não muito vigorosa, portanto se adapta a qualquer tipo de suporte, desde arcos, cercas até caramanchões. As folhas fecham bem a estrutura fornecendo sombra durante todas as estações.
Devem ser cultivados a pleno sol em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica. As adubações periódicas estimulam uma floração intensa. O uso do biofertilizando produto em composteiras são ótimo para ajudar no florescimento;
Multiplica-se por sementes, estaquia e alporquia.
Queridinha das Mandaguaris (Scaptotrigona postica)
Sem dúvida o amor agarradinho é uma ótima planta para quem cria Abelhas Sem Ferrão, além de ser muito apreciada pelas Mandaguaris (Scaptotrigona postica). O mel que elas produzem após a coleta de néctar dessa planta tem um sabor maravilhoso e o melhor, floresce praticamente o ano todo.
Nome Científico: Antigonon leptopus
Nomes Populares: Amor-agarradinho, Amor-entrelaçado, Bela-mexicana, Cipó-coral, Cipó-mel, Coralita, Georgina, Lágrima-de-noiva, Mimo-do-céu, Rosa-da-montanha, Rosália, Viuvinha
Família: Polygonaceae
Categoria: Trepadeiras
Clima: Continental, Equatorial, Mediterrâneo, Subtropical, Tropical
Origem: América do Norte, México
Altura: 9.0 a 12 metros
Luminosidade: Sol Pleno
Ciclo de Vida: Perene
sexta-feira, 24 de março de 2017
Distância entre as caixas
Bom dia amigos! Como de costume, sempre faço matérias referente as dúvidas que recebo por e-mail de amigos, hoje vou compartilhar uma dica para sanar dúvidas de muitos iniciantes. Atenção, essa dica é importante para um bom convívio das abelinhas em seu meliponário.
Qual distância devo deixar entre as caixas em meu meliponário?
Bom, vamos começar pela Jataí! Essa abelinha, na minha opinião, é uma das mais territorialistas, pois elas se incomodam muito com outras abelhas próxima a ela, principalmente se for outra colônia de Jataí. Se estiverem muito próximas, elas podem ficar brigando até uma, ou as duas, colônias morrerem. Quando as caixas estão novas e ainda em desenvolvimento, elas ficam tranquilas, mas conforme o enxame vai crescendo, a guerra começa! Então para evitar perda de vidas, mantenha sempre suas Jataís numa distância mínima de 2 metros entre elas e 1 metro entre demais espécies.
Para as demais espécies, 30 a 50 cm de distância entre uma caixa e outra já é o suficiente para o bom convívio.
É importante também tentar fazer uma organização de seu meliponário quanto as espécies, sempre que possível organize as espécies próximas, formando assim comunidades. (Ex.: Mandaçaia perto de Mandaçaia. Uruçu perto de Uruçu...).
Em relação a Mandaguari, e outras espécies do gênero scaptotrigonas, mantendo a distância de mínimo 50 cm está ótimo, mas evite deixar essa espécie muito próximas de melíponas, já presenciei caso em época de baixa florada aonde uma Mandaguari invadiu e matou uma colônia de Mandaçaia - muito provavelmente em busca de comida - nessa ocasião, a Mandaguari estava cerca de 40 cm da Mandaçaia.
Lembrando sempre que nossas abelhas sem ferrão são mais sensíveis e NÃO devem ficar expostas ao sol e chuva. Muitas pessoas ao comprar caixa comigo perguntam se a madeira resiste a sol e chuva, a resposta é simples - proteja suas ABELHAS, pense no bem estar delas e aloje elas em lugares protegidos!
Para quem tem várias colônicas, uma outra dica legal é numerar as caixas e fazer uma ficha de controle para cada uma delas, assim você saberá todo o histórico dessa colônia, isso facilita muito na hora da multiplicação e para outros manejos.
E para finalizar, mais uma dica muito importante, que vale para todas espécies: NUNCA deixe uma colônia virada de frete pra outra!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Pasto Apícola para Jataí
Olá amigos, tenho recebido muitos e-mails perguntando sobre pasto apícola (flores) para Jataí.
Então fiz uma pesquisa e achei no site da USP um Calendário Apícola para Jataí muito bom, vou compartilhar aqui em meu blog para vocês.
Fonte de pesquisa: http://eco.ib.usp.br/beelab/calendario_jatai.htm (Pesquisado em 25/01/2017).
Então fiz uma pesquisa e achei no site da USP um Calendário Apícola para Jataí muito bom, vou compartilhar aqui em meu blog para vocês.
Fonte de pesquisa: http://eco.ib.usp.br/beelab/calendario_jatai.htm (Pesquisado em 25/01/2017).
Durante o período de julho de 1981 a junho de 1982 foi realizado um estudo com o objetivo de conhecer as espécies de abelhas que vivem no campus da USP e também, as flores visitadas por elas. A metodologia empregada baseou-se em coletas das abelhas nas flores com o auxílio de uma rede entomológica.
Durante o período de estudo foram coletadas 132 espécies de abelhas. A tabela abaixo apresenta apenas as plantas visitadas por jataí (Tetragonisca angustula) e também, a época de florescimento dessas plantas (+ = época de floração e X = pico da florada). Durante a coleta de dados foi observado o tipo de recurso floral (pólen, néctar e resina) coletado pelas operárias.
MESES
|
PLANTAS
| ||||||||||||||
J
|
F
|
M
|
A
|
M
|
J
|
J
|
A
|
S
|
O
|
N
|
D
|
Família
|
Nome Científico
|
Nome Popular
|
Recurso floral
|
X
|
+
|
+
| Caryophyllaceae | Sineria armeria | alfinete |
P
| |||||||||
X
| Anacardiaceae | Lithraea molleoides | aroeira branca |
P N
| |||||||||||
1
| Anacardiaceae | Schinus terebinthifolius | aroeira vermelha |
P N
| |||||||||||
1
|
1
| Asteraceae | Vernonia polyanthes | assa peixe |
N
| ||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
| Asteraceae | Aster laevis | aster, mal-me-quer |
P
| ||||||||
1
|
1
|
X
|
1
| Sterculiaceae | Dombeya burgessiae | astrapéia |
P N
| ||||||||
1
|
1
| Sterculiaceae | Dombeya wallichii | astrapéia rosa |
N
| ||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
1
| Ericaceae | Rhododendron indicum | azaléa lilás |
P N
| ||||||
X
|
1
| Ericaceae | Rhododendron indicum | azaléa rosa |
N
| ||||||||||
X
| Asphodelaceae | Aloe sp | babosa |
N
| |||||||||||
X
|
X
|
1
|
1
|
X
| Balsaminaceae | Impatiens balsamina | beijo |
P N
| |||||||
1
|
1
|
X
|
1
| Euphorbiaceae | Euphorbia pulcherrima | bico-de-papagaio |
P
| ||||||||
1
|
X
| Lamiaceae | Iboza riparia | boldo |
P N
| ||||||||||
1
|
X
|
1
| Elaeocarpaceae | Muntingia calabura | calabura |
N
| |||||||||
1
|
X
|
X
|
1
|
1
| Asteraceae | Eupatorium sp | cambará-roxo, mata pasto |
N
| |||||||
1
|
X
| Caesalpiniaceae | Caesalpinia pelthophoroides | cesalpínia, sibipiruna |
P
| ||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
| Apocynaceae | Thevetia peruviana | chapéu-de-Napoleão |
N
| |||||||
X
|
1
| Lamiaceae | Coleus sp1 | cóleus |
P N
| ||||||||||
1
|
X
|
1
| Lamiaceae | Coleus sp2 | cóleus |
P N
| |||||||||
1
| Lythraceae | Lagerstroemia indica | confete |
P N
| |||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
1
|
1
|
1
| Euphorbiaceae | Euphorbia milli var. splendens | coroa-de-cristo |
P N R
|
1
| Euphorbiaceae | Euphorbia milli var. milli | coroa-de-cristo - grande |
P R
| |||||||||||
1
|
1
|
X
|
X
| Euphorbiaceae | Croton lundianus | croton |
P N R
| ||||||||
X
|
1
|
1
| Asteraceae | Dahlia sp | dália |
P N
| |||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
| Iridaceae | Dietes vegeta | dietes |
P R
| |||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
1
|
1
|
1
| Asteraceae | Emilia sonchifolia | emília |
N
| ||
X
|
1
|
1
| Asteraceae | Eclipta alba | erva-de-botão, lanceta, surucuína |
P N
| |||||||||
X
|
X
| Mimosaceae | Mimosa daleoides | espiguinha |
P N
| ||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
| Fabaceae | Calliandra tweedii | esponjinha vermelha |
N
|
1
|
X
|
1
|
1
|
1
| Ranunculaceae | Delphinium sp | esporinha |
P
| |||||||
X
|
1
|
1
|
1
|
1
| Solanaceae | Nicotiana tabacum | fumo |
P N R
| |||||||
X
|
X
|
1
|
X
| Apiaceae | Foeniculum vulgare | funcho |
P N
| ||||||||
1
|
1
|
1
|
X
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
| Proteaceae | Grevillea banksii | grevília |
N
|
1
|
1
|
X
| Asteraceae | Crotalaria sp | guizo-de-cascavel, crotalaria |
N
| |||||||||
1
|
X
|
1
| Asteraceae | Crotalaria lanceolata | guizo-de-cascavel |
P N
| |||||||||
X
|
1
|
1
| Oleaceae | Jasminum azoricum | jamim-estrela |
N R
| |||||||||
1
|
1
| Rutaceae | Citrus sinensis | laranjeira |
N
| ||||||||||
1
|
1
| Caprifoliaceae | Lonicera japonica | madressilva |
N
| ||||||||||
1
|
X
| Anacardiaceae | Mangifera indica | manga |
N R
| ||||||||||
1
|
1
| Asteraceae | Tithonia rotundifolia | margaridão amarelo |
N
| ||||||||||
X
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
| Lamiaceae | Ocimum kilimandscharicum | manjericão |
P N
| ||||
1
|
1
| Solanaceae | Solanum americana | maria-pretinha |
N
| ||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
X
|
X
|
1
| Balsaminaceae | Impatiens sultanii | maria-sem-vergonha |
N
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
| Malpighiaceae | Byrsonima intermedia | murici |
P N
| ||||
1
|
X
|
1
| Capparaceae | Cleome spinosa | mussambé |
P N
| |||||||||
X
|
X
|
1
| Aizoaceae | Mesembryanthemum spectabile | onze horas |
P N
| |||||||||
1
|
X
| Lamiaceae | Origanum vulgare | orégano |
N
| ||||||||||
1
|
1
|
X
| Melastomataceae | Tibouchina holosericea | orelha-de-onça |
N
| |||||||||
1
|
X
|
X
|
X
|
1
| Arecaceae | Archontophoenix cunninghamiana | palmeira |
N
| |||||||
1
|
1
| Rosaceae | Prunus persica | pessegueiro |
P N
| ||||||||||
X
|
X
| Asteraceae | Bidens pilosa | picão |
N
| ||||||||||
1
|
1
|
X
|
1
| Asteraceae | Galinsoga parviflora | picão branco |
N
| ||||||||
1
|
1
| Myrtaceae | Eugenia pitanga | pitangueira |
N
| ||||||||||
1
|
X
|
1
| Nyctaginaceae | Bougainvillea spectabilis | primavera |
N
| |||||||||
X
|
X
|
1
|
1
| Melastomataceae | Tibouchina granulosa | quaresmeira |
P N
| ||||||||
1
|
1
| Caprifoliaceae | Sambucus australis | sabugueiro |
P N
| ||||||||||
1
|
X
|
1
|
1
|
1
| Lamiaceae | Salvia splendens | salvia vermelha |
P N
| |||||||
1
|
1
|
X
| Mimosaceae | Mimosa pudica | sensitiva |
P
| |||||||||
1
|
X
|
X
|
1
| Fabaceae | Erythrina mulungu | suinã |
P
| ||||||||
X
|
X
|
1
| Polygonaceae | Polygonum capitatum | tapete inglês |
P
| |||||||||
X
|
1
| Fabaceae | Tipuana speciosa | tipuana |
P
| ||||||||||
X
| Anacardiaceae | Toxicodendron verniciferum | toxicodentron |
N R
| |||||||||||
1
|
X
|
X
|
1
|
1
| Acanthaceae | Thunbergia grandiflora | tumbergia |
P N
| |||||||
X
|
1
| Asteraceae | Baccharis sp | vassourinha |
P N
| ||||||||||
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
X
|
X
| Asteraceae | Wedelia paludosa | vedélia |
N
| |||||
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
1
|
X
|
1
| Verbenaceae | Durante repens | violeteira |
N
|
Legendas: 1 = época de floração x = pico da florada P = pólen N = néctar R = resina Fonte: 1985 - FÁTIMA DO ROSÁRIO NASCHENVENG KNOLL - Abundância relativa das abelhas no Campus da Universidade de São Paulo (23o33'S; 46o43' W), com especial referência à Tetragonisca angustula Latreille. São Paulo, USP, 78p. Dissertação (Mestrado) Departamento de Zoologia. Orientadora: Dra. Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca. |
Assinar:
Postagens (Atom)