domingo, 21 de janeiro de 2018

Caixa para Mandaçaia modelo L

Olá amigos, hoje venho mostrar aqui pra vocês a caixa para Mandaçaia que venho testando e tendo ótimos resultados. A caixa tipo "L" , modelo desenvolvido por mim, na minha opinião a partir dos testes que tenho feito, facilita o manejo e multiplicação das abelhas Mandaçaia. Com base nesse ótimo resultado, estarei a partir de agora testando esse mesmo modelo para Jataí e para Uruçu Amarela. Em breve vou postar um vídeo com a caixa vazia explicando o funcionamento dela por dentro mais detalhadamente. Dúvidas fiquem a vontade em deixar perguntas, abraços a todos!

E para quem quiser comprar essa caixinha, acesse: www.lojadasabelhas.com.br

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Lambe-olhos (Leurotrigona Muelleri)

A abelha Lambe-Olhos é uma espécie nativa e corre risco de extinção. É  uma  abelha resistente às  intempéries, como calor,  sol  e  chuva. Possui o ferrão atrófico, que não se desenvolveu, portanto é incapaz de picar. A forma de se defender é bastante conhecida: procura os olhos das pessoas a fim de lamber a secreção que umedece o globo ocular. Em vários estados  brasileiros, essa abelha é encontrada  nas  cidades,  em  tubulações elétricas, ou em muros de tijolo baiano. Seu enxame é, na maioria das vezes, mediano e pequeno. Da mesma forma, a produção de mel e o estoque de pólen são processos muito lentos, já  que é uma abelha Lambe-Olhos é bem pequenina.

Apesar do seu tamanho, a defesa é realizada por 3 a 4 operárias-guardas na abertura do tubo de entrada da colônia, que mede cerca de 0,5 cm de diâmetro. Quando acontece a invasão de intrusos, como abelhas de outras colônias ou formigas, as operárias imediatamente retiram resina do depósito com as mandíbulas e a grudam no invasor, imobilizando-o. 

Ocorrência

A Lambe-Olhos é uma abelha encontrada na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, na Paraíba, em Rondônia, em Santa Catarina, em São Paulo, no Tocantins, no Paraguai e no Peru.

Morfologia

A abelha Lambe-Olhos é considerada a menor abelha do mundo, com aproximadamente 1,5 milímetros. Possui a coloração do corpo negra, com asas maiores do que sua extensão corporal.

Ninho

A entrada da colônia da Leurotrigona muelleri é um pequeno tubo, feito de cerúmen, de cor escura permitindo a passagem de mais de uma abelha. As operárias  constroem potes, para armazenamento do pólen e mel, ligeiramente ovalados e de coloração amarela clara, aparentemente com pouca mistura de resina e translúcida, quase que exclusivamente de cera da própria abelha. As células de cria são construídas, em forma de cacho, ligadas umas as outras por um pequeno pilar de cera. Já as células novas com ovos e larvas em fase de alimentação são menores que as células já com casulos, isto é com pupas. 

Tarefas de manutenção do ninho, cuidados com a prole, coleta de alimento e defesa são tarefas de grupos etários de operárias, variando conforme às condições e às necessidades da colônia. Na medida em que as operárias envelhecem, vão mudando de atividade dentro da colônia. 

Células de cria 

Quando as células de cria estão prontas, a rainha inspeciona o seu interior. Enquanto isso, as operárias começam a se inserir na célula e logo inicia a deposição de alimento por regurgitação. Em seguida, a rainha bota um ovo sobre esse alimento. Uma operária sobe na célula tratada, insere o abdômen nesta e começa fazer movimento de rotação comprimindo o colar da célula com as mandíbulas e as pernas. Quando o colar é completamente abaixado, outras operárias ajudam a terminar a operculação da célula. Após a postura em uma célula tratada, a rainha segue em busca de outra célula onde todo processo é repetido.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Borá (Tetragona Quadrangula)

Borá (Tetragona Quadrangula), Conhecida popularmente por Jataizão, Vorá ou Cola-Cola.

Diz a lenda que: Borá significa substância amarela e amargosa encontrada nos cortiços dessa abelha, possivelmente por se notar grande quantidade de saburá (pólen) que elas armazenam em seus ninhos.

Abelha da família dos Meliponídeos, seu nome original vem do Tupi: Heborá ( que traduzindo quer dizer: O que há de ter mel). No Estado de São Paulo ainda é possível encontrá-las em algumas regiões. Nidifica em ocos de árvores, de preferência vivas. Na região do Rio Xíngu e Suiámissu encontrei grande quantidade de ninhos em Pequizeiros ( Pequi).

As colônias são bastante populosas, muito agressivas, depositam própolis sobre as pessoas que examinam os seus ninhos, isto quando suas colmeias são abertas. Apesar disso, algum tempo depois, digamos 20 ou 30 minutos é possível trabalhar com elas sem véu.

Para a divisão de uma colônia de Borá, devemos escolher famílias fortes, e que tenham grande quantidade de alimento estocado. Apesar de serem agressivas são muito atacadas por forídeos.

domingo, 14 de maio de 2017

Alimentação suplementar para abelhas sem ferrão

Períodos se escassez de alimento são muito comuns, sendo a alimentação artificial de colônias com substâncias energéticas e/ou proteicas a forma de suprir a falta de néctar e pólen. As vantagens dessa forma de alimentação são muitas (rapidez na absorção do produto, facilidade de preparo, baixo custo, ótima aceitação pelas abelhas).
Para as abelhas, a alimentação suplementar tem como principal objetivo permitir o desenvolvimento das colônias em períodos de escassez de alimento e em divisões. Ao receberem uma fonte alternativa de alimento, as operárias economizam a energia que gastariam para coletar pólen e néctar no campo, podendo assim, apoiar outras atividades essenciais na colônia, como defesa, limpeza, organização e suporte as atividades de postura da rainha (VILLAS-BOAS,2012).

O Alimento preparado a partir de gelatina comercial, onde são misturados o açúcar, mel, água, fonte protéica e essência.

Ingredientes de preparo:

- 500 ml água
- 400 g de açúcar (Preferencialmente o demerara)
- 1 colher de sobremesa de mel (ASF ou Apis)
- 1 colher de chá de pó de pólen (ASF ou APIS)
- 1 pacotinho de gelatina de 12 g (Sem cor e sem sabor)
- 3 folhas de erva cidreira

Preparo:

Chá

- Adicionar em vasilha, 400 g de açúcar + 3 folhas de erva cidreira + 500 ml de água.
- Levar ao fogo até ferver (manter sob fervura durante 3 minutos)
- Deixar esfriar, retirar as folhas e guardar o líquido

Preparo da gelatina

Dissolver a gelatina aos pucos em 4 colheres de água em um copo, misturar até ficar uniforme e deixar em repouso

Mistura do Chá com a Gelatina

Quando o chá resfriar, adicionar 1 colher de pó de pólen + 1 colher de sobremesa de mel + a gelatina e misturar tudo deixando uniforme.

Conservação

Levar toda a mistura para geladeira. Após 12 horas pode ser servida as abelhas (adquire consistência gelatinosa).
Em recipiente fechado na geladeira, se conserva por até 30 dias. Não eixar fora da geladeira.

Servindo as Abelhas

Servir para as abelhas na parte interna da caixa, cerca de 2 a 3 vezes por semana.


Fonte:
Matéria retirada do site apacame

Referências:
VILLAS-BOAS, J.Manial tecnológico: abelhas sem ferrão. Braília,DF: Instituto sociedade, População e Natureza (ISPN), 2012. 96 p.(Série Manual Tecnológico).

CARVALHO,C.A.L. de; ALVES, R.M. de O.;SOUZA,B. de A. Criação de abelhas sem ferrão: aspectos práticos.1.ed.Salvador-BA:SEAGRI-BA,2003. 42 p.