terça-feira, 22 de outubro de 2024

Manual de Meliponicultura em Cuba

Pessoal, tenho me interessado em buscar mais informações de técnicas em Manejo de ASF em outros países, quais espécies eles tem, como é a forma como manejam elas, entre outras informações e com isso vou compartilhando ao longo do tempo materiais que for encontrando aqui com vocês, para quem também tiver interesse.

Hoje vou compartilhar um manual de Meliponicultura de Cuba. É um material gratuito e disponível para download no link a baixo.


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domingo, 13 de outubro de 2024

Abelha Feiticeira (Trigona recursa)

Medindo cerca de 8mm, a Feiticeira recebe este nome por uma característica peculiar do mel que produz: há relatos que o mesmo possa gerar efeitos alucinógenos em que o consome.


O mel também é considerado inapropriado para consumo pelos hábitos “poucos higiênicos” da espécie, que costuma visitar animais mortos e fezes. Tais materiais são utilizados pela feiticeira para construir a entrada do seu ninho e afastar, pelo cheiro desagradável, visitas indesejadas.  


A abelha Feiticeira é encontrada em diversas regiões do Brasil, mas é mais comum em estados das regiões NorteNordeste, e Centro-Oeste. Esses estados incluem:

  • Amazonas
  • Pará
  • Maranhão
  • Piauí
  • Ceará
  • Bahia
  • Mato Grosso
  • Mato Grosso do Sul

Essas regiões possuem biomas como a Amazônia, o Cerrado e a Caatinga, que oferecem condições favoráveis para essa espécie de abelha. Por ser uma abelha que vive em cavidades naturais, como troncos ocos, ela se adapta bem a ambientes com abundância de árvores e vegetação nativa.

Há relatos de colônias no estado de São Paulo e Minas Gerais

Características Principais:

  • Tamanho: São abelhas de pequeno a médio porte, com uma aparência robusta.
  • Cor: Apresentam coloração escura, geralmente preta, o que as diferencia de algumas outras espécies de abelhas sem ferrão.
  • Defesa: Apesar de não possuírem ferrão, são conhecidas por serem defensivas. Elas podem morder intrusos que ameaçam a colmeia, mostrando um comportamento mais agressivo comparado a outras espécies de abelhas sem ferrão.
Seus ninhos são subterrâneos, construídos em meio à raízes de árvores grandes, em contato com o solo. A feiticeira ainda é considerada uma abelha pouco estudada e manejada.  

sábado, 12 de outubro de 2024

Abelha Irapuá (Trigona spinipes)

A Trigona spinipes *Arapuá, Irapuá ou Abelha Cachorro)é uma abelha social brasileira, da subfamília dos meliponíneos. É uma espécie agressiva podendo atacar outras abelhas sem ferrão.



- Ocorrência
A Irapuã é encontrada no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Ceará, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Pará, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.



- Morfologia
A abelha Irapuã possui coloração negra reluzente. Mede de 6,5 mm a 7 mm de comprimento, com pernas ocreadas e asas quase negras, na metade basal, e mais claras, na metade apical. Não possui ferrão, mas se enrosca agressivamente nos pelos e nos cabelos das vítimas. Isso acontece, pois seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores, como o pinus ou o eucalipto. Quando se sente ameaçada, penetra orifícios das vítimas, como as orelhas e as narinas.


- Ninho
O ninho da Irapuã é globoso, com meio metro de diâmetro e coloração marrom, construído entre os galhos das árvores. A entrada é ampla e oval com lamelas internas de cerume. Em seu interior destaca-se a presença de uma consistente massa composta de materiais diversos, como restos de casulos, madeira apodrecida, excrementos e resinas. Para obter as resinas, a Irapuá corta os tecidos vegetais com suas mandíbulas, que são bem desenvolvidas, e recolhe as substâncias que extravasam das plantas.


- Mel
O mel produzido pela Irapuã é armazenado na colmeia, em alvéolos grandes, conhecidos como potes de cera. Este mel é muito procurado, pois lhe são atribuídas propriedades medicinais. Vale lembrar, que por mais saboroso que seja este mel, o mesmo precisa ser tratado com pasteurização ou outros métodos, pois como ela costuma coletar fezes de animais, seu mel pode conter coliformes fecais, tornando-se perigoso para a saúde.

Informações Importantes

Embora as abelhas sejam responsáveis pela polinização de muitas plantas em áreas naturais e cultivadas, algumas espécies podem apresentar um comportamento indesejável. A abelha nativa sem ferrão, conhecida como Irapua ou Arapua (Trigona spinipes), pode se constituir numa praga para culturas agrícolas por destruir flores e/ou frutos. Especificamente no Submédio do Vale do São Francisco (Polo Petrolina, PE/ Juazeiro, BA), este comportamento pode causar sérios prejuízos, uma vez que a região é importante por causa da grande produção e exportação de frutas.

Resultados obtidos com a aplicação de um questionário entre produtores locais apontaram 13 plantas entre as 17 cultivadas, sendo atacadas por estas abelhas. De um lado, os danos atingiram em casos extremos até 50% da produção. Por essa razão, seus ninhos tem sido destruídos pelos produtores, que a consideram extremamente prejudicial às suas culturas. Por outro lado, as mesmas abelhas podem ser, também, polinizadoras de plantas nativas e cultivadas. Em alguns casos, mesmo quando causam algum dano às flores, podem não afetar a formação de frutos e sementes, pois já realizaram a polinização. 

Observações preliminares em flores de romã (Punica granatum) confirmaram isso. Inicialmente, as abelhas foram observadas visitando as flores massivamente e coletando recursos, sugerindo que poderiam ser as polinizadoras efetivas da cultura. Entretanto, em seguida foram observadas atacando as flores. Mas mesmo após a destruição de partes florais, os frutos foram formados perfeitamente, indicando que a polinização não foi afetada pelo comportamento destruidor das abelhas. Dessa forma, seria essencial compreender melhor o comportamento destas abelhas, com a finalidade de minimizar seu efeito destrutivo e usá-la como polinizadora. (Fonte: Embrapa)

terça-feira, 8 de outubro de 2024

A.B.E.L.H.A. e ICMBio lançam fichas catalográficas de espécies relevantes para a meliponicultura

A A.B.E.L.H.A., em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), disponibiliza para download fichas catalográficas de espécies de abelhas sem ferrão relevantes para a meliponicultura brasileira.

O material é um compilado de fichas com informações sobre 60 espécies manejadas no País, selecionadas a partir da lista do Catálogo Nacional de Abelhas-Nativas-Sem-Ferrão, publicado pelo ICMBio por meio da Portaria nº 665, de 3 de novembro de 2021.


Além dos nomes popular e científico, as fichas apresentam informações sobre a biologia e comportamento geral das espécies e uma foto da entrada dos ninhos. Traz ainda imagens de espécimes depositados na Coleção Entomológica “Prof. J.M.F. Camargo” (RPSP), da FFCLRP/USP, e de espécimes vivos fotografados pelo biólogo Dr. Cristiano Menezes, da Embrapa Meio Ambiente, preservando a coloração natural das abelhas.


Outra informação presente nas fichas é a distribuição geográfica das espécies de abelhas nos Estados, conforme o Catálogo Nacional de Abelhas-Nativas-Sem-Ferrão publicado pela Portaria nº 665 do ICMBio.


Clique na imagem abaixo para as fichas catalográficas

(Direto do site da A.B.E.L.H.A.)